Adeus e obrigado

Quando há 5 anos fui convidado pelo então Director do Correio da Manhã, João Marcelino, jornalista que muito prezo e admiro, para colunista deste jornal, não hesitei em aceitar o convite e o repto.Várias razões me motivaram. A primeira, porque sempre gostei de escrever. Escrevo e publico desde muito cedo. Assinei artigos em jornais de grande difusão e em revistas de Medicina, a minha área de formação.A segunda, porque o convite era oriundo de um jornal de grande expansão e que, à época, lutava para alcançar o primeiro lugar em audiências, o que conseguiu. A terceira, porque tratando-se do Correio da Manhã eu ia escrever para um público maioritariamente de Lisboa e do Sul, o que não deixava de ser aliciante – pensei, por isso, que era uma boa oportunidade para acabar com alguns mitos a meu respeito. ‘Last but not least’, porque sempre gostei de ter opinião sobre as coisas e exprimi-las em letra de imprensa é sempre uma oportunidade a não enjeitar.Assim, comecei. E durante 5 anos, como referi, não mais deixei de ocupar este espaço. Ininterruptamente. De Janeiro a Dezembro – todas as semanas, à 5.ª feira. O retorno de reconhecimento que tive destes artigos aqui publicados deixou-me naturalmente satisfeito e lisonjeado. Nas ruas de Lisboa as pessoas abordavam-me para manifestar a sua concordância ou discordância com este ou aquele artigo. Nos táxis, o meu motorista de ocasião não deixava de exprimir a sua opinião sobre este ou aquele artigo. À sexta-feira, os restantes jornais publicavam sistematicamente alguns excertos dos meus artigos. Em suma, era lido, tinha audiência.Com a saída de João Marcelino, o seu sucessor e actual Director, o jornalista Octávio Ribeiro, profissional que também muito prezo e respeito, manifestou a intenção de continuar a contar com os meus artigos. Agradeci e continuei a respeitar ininterruptamente esse compromisso. Com a Direcção, mas sobretudo com os leitores do Correio da Manhã. É, aliás, desses leitores que tenho mais pena de me separar, por motivos óbvios. Com a minha eleição para Presidente do PSD não vou poder continuar a ocupar este espaço. Espero que compreendam. Criei uma empatia que não vai ser fácil de apagar com todos os leitores do CM.Recentemente, publiquei um livro, intitulado ‘Coragem de Mudar’, em que juntava uma série de artigos aqui publicados. Foi uma forma singela que encontrei de homenagear o jornal, os leitores, a Direcção e a Administração.É ao jornal, aos seus leitores, à sua Direcção e à sua Administração que quero agradecer todos estes anos de colaboração mútua. Desejo a todos a mesma felicidade e os mesmos êxitos que espero alcançar nestas minhas novas funções. Não é um adeus, mas sim um até breve!

Quando há 5 anos fui convidado pelo então Director do Correio da Manhã, João Marcelino, jornalista que muito prezo e admiro, para colunista deste jornal, não hesitei em aceitar o convite e o repto.

Várias razões me motivaram. A primeira, porque sempre gostei de escrever. Escrevo e publico desde muito cedo. Assinei artigos em jornais de grande difusão e em revistas de Medicina, a minha área de formação.

A segunda, porque o convite era oriundo de um jornal de grande expansão e que, à época, lutava para alcançar o primeiro lugar em audiências, o que conseguiu. A terceira, porque tratando-se do Correio da Manhã eu ia escrever para um público maioritariamente de Lisboa e do Sul, o que não deixava de ser aliciante – pensei, por isso, que era uma boa oportunidade para acabar com alguns mitos a meu respeito. ‘Last but not least’, porque sempre gostei de ter opinião sobre as coisas e exprimi-las em letra de imprensa é sempre uma oportunidade a não enjeitar.

Assim, comecei. E durante 5 anos, como referi, não mais deixei de ocupar este espaço. Ininterruptamente. De Janeiro a Dezembro – todas as semanas, à 5.ª feira. O retorno de reconhecimento que tive destes artigos aqui publicados deixou-me naturalmente satisfeito e lisonjeado. Nas ruas de Lisboa as pessoas abordavam-me para manifestar a sua concordância ou discordância com este ou aquele artigo. Nos táxis, o meu motorista de ocasião não deixava de exprimir a sua opinião sobre este ou aquele artigo. À sexta-feira, os restantes jornais publicavam sistematicamente alguns excertos dos meus artigos. Em suma, era lido, tinha audiência.

Com a saída de João Marcelino, o seu sucessor e actual Director, o jornalista Octávio Ribeiro, profissional que também muito prezo e respeito, manifestou a intenção de continuar a contar com os meus artigos. Agradeci e continuei a respeitar ininterruptamente esse compromisso. Com a Direcção, mas sobretudo com os leitores do Correio da Manhã. É, aliás, desses leitores que tenho mais pena de me separar, por motivos óbvios. Com a minha eleição para Presidente do PSD não vou poder continuar a ocupar este espaço. Espero que compreendam. Criei uma empatia que não vai ser fácil de apagar com todos os leitores do CM.

Recentemente, publiquei um livro, intitulado ‘Coragem de Mudar’, em que juntava uma série de artigos aqui publicados. Foi uma forma singela que encontrei de homenagear o jornal, os leitores, a Direcção e a Administração.

É ao jornal, aos seus leitores, à sua Direcção e à sua Administração que quero agradecer todos estes anos de colaboração mútua. Desejo a todos a mesma felicidade e os mesmos êxitos que espero alcançar nestas minhas novas funções. Não é um adeus, mas sim um até breve!

Luís Filipe Menezes, Presidente do PSD

in Correio da Manhã

04 de Outubro de 2007
 

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