Vila Nova de Gaia, 29 Jul (Lusa) - A antiga unidade fabril Cunha Barros, em Gaia, vai dar lugar ao GAIAMIX, um espaço que reunirá escritórios, área comercial, ginásio e restauração, entre outros equipamentos.Segundo anunciou hoje a autarquia a iniciativa vai criar 80 postos de trabalho directos.Este projecto, do Grupo Nelson Quintas, que representa um investimento de cerca de 35 milhões de euros, foi hoje objecto da assinatura de um protocolo de investimento e cooperação entre a empresa e a autarquia.O terreno onde ficará o GAIAMIX tem cerca de 50.400 metros quadrados, sendo que a área total construída será de 30.662 metros quadrados, 3.760 dos quais destinados a um hotel com 80 quartos.O projecto visa “a reconversão das antigas instalações daquela indústria num parque comercial e de serviços, com uma imagem arquitectónica forte e moderna”, afirmou Alexandre Sousa Pinto, do Grupo Nelson Quintas.O empresário adiantou ainda que “haverá algumas demolições estratégicas nas situações de incompatibilidade com o novo programa ou que se encontram em deficiente estado de conservação”.“A opção por reunir no mesmo espaço uma oferta de serviços e comércio tão diversa como restauração, supermercado, health club, lavandaria e estafeta, é a de permitir, a quem trabalha no GAIAMIX, realizar, de uma forma simples e sem deslocações, todas as tarefas diárias que normalmente consomem muito tempo após um dia de trabalho”, frisou Sousa Pinto.O responsável sustentou ainda que a pretensão do “mix” proposto é a de oferecer, através da diversidade de serviços e de comércio, uma qualidade de vida inexistente no Grande Porto.O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, enalteceu mais esta parceria público-privada, afirmando que segue os objectivos traçados para o concelho.“Relativamente aos objectivos traçados há três anos, estamos não só a atingi-los como a ultrapassá-los”, frisou.O autarca adiantou que pretende comemorar, em Outubro, os três anos deste mandato organizando em Lisboa e no Porto uma sessão de apresentação dos projectos já concretizados, bem como de todos os que estão em curso e aqueles que avançarão em breve.Menezes afirmou-se convicto de que, até final do ano, a obra poderá avançar estando estipulando em 18 meses, após a emissão da licença, como prazo para a realização do investimento, “automaticamente prorrogável por um único período de um ano”.JAP.Lusa/fim
