Estatuto Político Administrativo dos Açores] é quase um pequeno golpe constitucional

O presidente da Câmara Municipal de Gaia e ex-líder do PSD, Luís Filipe Menezes defendeu que, se ainda fosse líder do PSD quando o Estatuto Político Administrativo dos Açores foi aprovado tal lei «não teria sido votada».Para ele, a versão do Estatuto chumbada pelo Tribunal Constitucional «é altamente lesiva de princípios que têm a ver com a unidade e a identidade nacionais». «É quase um pequeno golpe constitucional», salientou, citado pela agência Lusa.

O antigo líder do PSD recordou que o Estatuto foi votado por unanimidade na Assembleia da República, a 11 de Junho, quando ele já não dirigia o partido. «Comigo, aquela lei não seria votada», comentou.

«Dei orientações por escrito ao grupo parlamentar, feitas sigilosamente, que passavam por não aceitar minimamente aquele Estatuto, incluindo as normas que o Sr. Presidente da República, hoje [quinta-feira] disse que deveriam merecer a nossa preocupação», acrescentou Menezes, ao chegar a uma visita ao Pavilhão Municipal de Vila d`Este.

Instado se acha que a nova líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, agiu mal ao mudar a posição do Partido, Menezes comentou: «Eu acho que o PSD fez mal e que a líder do Partido não pode lavar as mãos da responsabilidade de ter votado uma lei que, globalmente, em meu entender, é absurda».

Reafirmando que a lei não seria votada se fosse líder do PSD, Menezes adiantou: «E se há pessoa que o sabe, em Portugal, é o Professor Cavaco Silva».

HB
in IOL Diário - 01-08-2008

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