O primeiro-ministro anunciou as linhas mestras do Orçamento do Estado para 2012. Com franqueza, apesar da sua dureza, não fiquei minimamente surpreendido.
Desde de meados da década 90 do século passado que o País vive numa loucura gastadora, descontrolada, irresponsável e novo-riquista, que só poderia terminar assim.
Investiram-se biliões em infra-estruturas supérfluas, sem qualquer tipo de retorno […]
» Ver "Austeridade ou caos?"
A crise económica e financeira actual tem razões circunstanciais conhecidas e muito ligadas às dívidas públicas galopantes, filhas dos défices orçamentais europeus e americano.
No entanto, ignorar que este caos, sem fim à vista, decorre somente dessas razões e não tem por detrás de si questões institucionais graves e verdadeiramente estruturantes constituirá um erro de palmatória […]
» Ver "Estadistas precisam-se!"
O Governo anunciou um conjunto de reformas para a reorganização do poder local. Reformas que têm como estribilho a necessidade de reestruturar contribuindo para o equilíbrio das finanças públicas, mas que vão muito para além desse objectivo de circunstância. Aliás, estas reformas, somadas a muitas outras medidas já anunciadas, teriam, se tomadas há uma década, […]
» Ver "Uma reforma corajosa, urgente e necessária"
Portugal está numa das encruzilhadas mais graves da sua história contemporânea. Com uma dívida externa, uma dívida pública, um défice orçamental e uma taxa de desemprego recordes, os maiores de sempre da história conhecida da nossa vida colectiva, foi obrigado a pedir ajuda externa como forma de impedir o colapso do país.
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» Ver "A culpa é do Rato Mickey"
A democracia portuguesa estendeu-se, até hoje, por três ciclos políticos claramente individualizáveis. O primeiro, entre 1974 e 1982, foi o que corporizou o processo de construção de uma democracia representativa europeia. Foi um processo excessivamente lento e tumultuoso. Demorámos oito anos a construir uma democracia civilista sem tutelas, enquanto que a […]
» Ver "Merkel, a contabilista de Leipzig"